TCE aponta falhas graves em escolas de SC

TCE aponta falhas graves em escolas de SC

Relatório do TCE é contundente sobre situação nas escolas – Imagem: TCE-SC

Problemas estruturais, falta de acessibilidade e fornecimento de água imprópria para o consumo humano estão entre as graves falhas encontradas em escolas públicas de Santa Catarina. A constatação é do Tribunal de Contas do Estado, que aprovou relatório com base em fiscalização realizada em unidades de ensino municipais e estaduais em 14 cidades catarinenses. As irregularidades motivaram a aplicação de multas a gestores públicos que descumpriram determinações anteriores do órgão.

O relatório, julgado parcialmente procedente, foi apresentado pelo Ministério Público de Contas e revela falhas nas estruturas físicas e na oferta de água potável para consumo humano. As constatações fazem parte do acórdão, aprovado em sessão plenária virtual realizada no último dia 27 de junho. A análise técnica foi feita pela Diretoria de Licitações e Contratos e tem como unidade gestora a Secretaria de Estado da Educação.

Entre os principais problemas verificados estão a presença de água imprópria para o consumo em algumas escolas, ausência de banheiros acessíveis, laboratórios de informática, bibliotecas, quadras de esportes, além de deficiências no sistema de esgotamento sanitário.

Multas aplicadas

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Prefeito de Alfredo Wagner foi multado – Imagem: Rede Social

Diante do descumprimento de determinações anteriores, o TCE aplicou multas de R$ 2 mil ao prefeito de Alfredo Wagner, Gilmar Sani (PL), e ao ex-prefeito de Lontras, Marcionei Hillesheim (MDB), atual coordenador do Vale da Secretaria de Estado da Infraestrutura. Ambos não cumpriram determinações da Decisão Singular, relacionada à melhoria das condições de água e saneamento nas escolas de seus respectivos municípios. Outros gestores foram notificados e têm prazos entre 30 e 90 dias para adotar providências. Caso contrário, poderão ser multados diariamente em R$ 180, conforme prevê a legislação do Tribunal.

Cidades sob fiscalização

A fiscalização do Tribunal de Contas do Estado nas escolas atinge 14 municípios catarinenses: Alfredo Wagner, Apiúna, Canoinhas, Correia Pinto, Curitibanos, Fraiburgo, Ituporanga, Lontras, Painel, Presidente Getúlio, Witmarsum, além de menções a Aurora e Videira. Entre os problemas destacados: água com resultado “insatisfatório” em testes de potabilidade realizados pela Vigilância Sanitária, em desacordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). Em Witmarsum, por exemplo, o Centro de Educação Infantil Pequeno Príncipe apresentou presença de coliformes fecais na água. Já em Fraiburgo, a Escola Municipal 24 de Junho e o CEM Lau Melo não possuem sistemas adequados de esgotamento e infraestrutura acessível.

Prazos e recomendações

O Tribunal de Contas determinou que os prefeitos dos municípios citados comprovem, dentro dos prazos estabelecidos, a adoção das medidas corretivas. O não cumprimento poderá acarretar novas penalidades. A decisão foi assinada pelo presidente do TCE, Herneus de Nadal, com relatoria do conselheiro Gerson Sicca. O Ministério Público de Contas foi representado por Cibelly Farias. Os órgãos de controle interno dos municípios envolvidos, bem como suas respectivas Secretarias de Educação, foram notificados para acompanhamento das medidas e envio de relatórios atualizados.

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