
Ajuste fiscal ainda mais profundo na Argentina
O ministro da Economia, Luis Caputo, confirmou informações divulgadas pela imprensa local, segundo as quais o presidente argentino ordenou medidas mais rigorosas para garantir o cumprimento da meta de superávit fiscal de 1,6%.
O governo da Argentina está avaliando a implementação de ajustes fiscais ainda mais profundos, anunciou o ministro da Economia, Luis Caputo, nesta sexta-feira (20).
🔎 Ajuste fiscal refere-se a um conjunto de ações adotadas para equilibrar as contas públicas — reduzindo o déficit ou gerando superávit. Essas medidas podem incluir cortes de gastos, aumento de impostos e outras alterações na política fiscal.
Caputo respondeu a uma publicação baseada em reportagem local que indicava que o presidente Javier Milei havia orientado seu gabinete a adotar medidas mais duras para atingir a meta de superávit fiscal de 1,6%.
“É verdade”, afirmou Caputo no X, em uma postagem posteriormente compartilhada pelo próprio Milei.
Essa declaração reforça o compromisso do governo de Javier Milei com a austeridade fiscal, enquanto busca manter o acordo do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O avanço nos indicadores econômicos permitiu que Milei, em 11 de abril, obtivesse um empréstimo de US$ 20 bilhões junto ao FMI. A primeira parcela, de US$ 12 bilhões, foi liberada poucos dias depois.
Esse repasse representa um voto de confiança do fundo internacional no programa econômico do presidente argentino, somando-se a dívidas antigas que já ultrapassavam US$ 40 bilhões.
As medidas de corte de Milei
Desde que assumiu o cargo, em dezembro de 2023, Milei suspendeu obras federais e interrompeu repasses financeiros aos estados. Também eliminou subsídios às tarifas de água, gás, eletricidade, transporte público e outros serviços essenciais, provocando um aumento significativo dos preços ao consumidor.
Embora o rigoroso ajuste econômico tenha ajudado a estabilizar a economia argentina e controlar a inflação, atraindo investidores e fortalecendo os mercados, também gerou protestos entre servidores públicos e aposentados.
Além disso, a pobreza no país aumentou no primeiro semestre de 2024, atingindo 52,9% da população, mas recuou para 38,1% no segundo semestre, totalizando 11,3 milhões de pessoas.
O artigo original do jornal El Cronista revela que o presidente Javier Milei ordenou cortes adicionais aos ministros de seu gabinete, mesmo com o país apresentando superávits fiscais mensais regulares — ou seja, arrecadação acima dos gastos.
A reportagem não detalha os valores dos cortes adicionais, informando que as medidas serão apresentadas aos ministros nos próximos dias.
De acordo com o Ministério da Economia, o superávit primário acumulado nos primeiros cinco meses do ano atingiu 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) argentino, enquanto o superávit financeiro alcançou 0,3%, beneficiado pela redução nos pagamentos de juros.















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