Lista de azeite banidas pela Anvisa

Lista de azeite banidas pela Anvisa


Em 2025, o governo federal proibiu 21 marcas de azeite ou lotes específicos devido a irregularidades identificadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Agricultura.

As ações conjuntas dessas instituições resultaram em listas de marcas e lotes vetados para consumo, com algumas marcas aparecendo em ambas as relações.

Marcas de azeite proibidas ou com lotes vetados em 2025:
  • Los Nobles – setembro (produto apresentado como argentino, porém considerado clandestino pela Anvisa; sem aprovação da ANMAT, Argentina)
  • Vale dos Vinhedos – julho
  • Serrano – junho
  • Málaga – junho
  • Campo Ourique – junho
  • Santa Lucía – junho
  • Villa Glória – junho
  • Alcobaça – junho
  • Terra de Olivos – junho
  • Casa do Azeite – junho
  • Terrasa – junho
  • Castelo de Viana – junho
  • San Martín – junho
  • Grego Santorini – maio
  • La Ventosa – maio
  • Escarpas das Oliveiras – maio
  • Almazara – maio
  • Quintas D’Oliveira – maio
  • Alonso – maio
  • Doma – fevereiro
  • Azapa – fevereiro

Sobre a marca Los Nobles, vendida como produto argentino, a Anvisa informa que o azeite é clandestino e não possui aprovação da ANMAT (Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia da Argentina), configurando risco para o consumidor.

Irregularidades identificadas nas proibições desde o início de 2024:
  • Importação e distribuição por empresas sem CNPJ no Brasil;
  • Adulteração e falsificação do produto;
  • Presença de óleos vegetais não permitidos no azeite;
  • Não cumprimento das exigências sanitárias para instalações;
  • Não atendimento aos padrões de rotulagem obrigatórios;
  • Falta de licenciamento junto à autoridade sanitária competente;
  • Incerteza quanto à origem ou composição do produto.
Marcas que aparecem nas listas da Anvisa e do Ministério da Agricultura:
  • Cordilheira
  • Serrano
  • Alonso – representada pela Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda., de origem desconhecida;
  • Quintas D’Oliveira
  • Almazara
  • Escarpas das Oliveiras
  • Grego Santorini
  • La Ventosa

Em outubro de 2024, o Ministério da Agricultura apreendeu os lotes das últimas seis marcas listadas acima, apontando risco à saúde devido à incerteza sobre origem e composição. Posteriormente, em maio de 2025, a Anvisa proibiu essas marcas por irregularidades nos CNPJs das empresas embaladoras.

O caso da marca Alonso merece destaque: existem duas marcas com este nome, mas apenas a produzida pela Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda. foi proibida pelo governo, por possuir origem desconhecida.

Critérios para proibição adotados pelo Ministério da Agricultura:
  • Risco à saúde do consumidor;
  • Produtos fabricados ou comercializados em estabelecimentos clandestinos;
  • Condições de higiene inadequadas;
  • CNPJs suspensos ou baixados pela Receita Federal, indicando suspeita de fraude.

O Ministério da Agricultura recomenda que o consumidor:

  • Desconfie de preços muito baixos;
  • Evite comprar azeite vendido a granel;
  • Verifique se a marca está na lista de produtos proibidos ou falsificados.

A Anvisa disponibiliza uma ferramenta online para consulta de produtos irregulares ou falsificados. Basta inserir o nome da marca no campo “Produto”.

Além disso, o Cadastro Geral de Classificação (CGC) possibilita a verificação do registro de distribuidoras, importadoras ou produtoras de azeite no Ministério da Agricultura. É possível pesquisar a empresa no campo “Estabelecimento” por meio do link disponível no site oficial.

O registro no CGC é obrigatório para empresas que processam, industrializam, beneficiam ou embalam azeites e produtos vegetais, sujeitando-as à fiscalização sanitária.

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