
Envenenamento de gatos
Célia, moradora da rua Vicente Schaeffer no bairro Valparaíso, registrou ocorrência após o desaparecimento e morte suspeita de seu gato. No dia 22 de março, o felino saiu para passear e não retornou. Para facilitar o acesso caso o animal voltasse, Célia deixou a chave da residência com a vizinha.
Por volta das 9h, um vizinho da frente comunicou Célia que o gato adentrou seu terreno agitado. A vizinha, portadora da chave, tentou recolher o animal, mas este apresentava comportamento estranho e tentava fugir, indicando possível envenenamento.
Ao chegar, Célia encontrou o gato já morto, com sinais claros de intoxicação, como olhos revirados e espuma na boca.
A moradora não tem certeza sobre a autoria do crime, levantando suspeitas sobre possíveis desentendimentos com vizinhos ou alguém incomodado com a presença do animal.
Outro caso semelhante foi registrado por Michele, residente da rua Osasco, também no bairro Valparaíso. Na noite do último domingo, 20, seu gato apresentou sintomas graves de envenenamento, como espuma na boca e pedido de socorro.
Michele relatou que o veneno provoca destruição interna no animal, causando sangramentos e deterioração rápida. Por precaução, mantém seus outros três gatos trancados em casa.
Apesar dos relatos, nem Célia nem Michele formalizaram boletins de ocorrência, embora outros casos na região tenham sido denunciados às autoridades.
O delegado Diogo Medeiros, responsável pelas investigações, destacou que crimes de envenenamento animal são complexos de apurar na Delegacia de Proteção Animal.
Ele explicou que a ausência de câmeras e testemunhas dificulta a comprovação do delito, que geralmente é cometido de forma solitária. Além disso, muitos tutores enterram os animais sem exame veterinário, prejudicando a investigação.
“Fica a palavra do tutor contra a do vizinho, o que torna a apuração muito difícil”, afirmou o delegado. Ele reforça a importância de ações preventivas, principalmente em agropecuárias, onde ocorre a venda ilegal de substâncias tóxicas conhecidas como “chumbinho”.
















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